Por que essa escolha pesa tanto
Em projeto crítico, o fornecedor errado custa retrabalho, atraso e um sistema que ninguém consegue operar depois. O certo deixa você com código, acessos e um plano que a liderança consegue acompanhar.
Não escolha só pela apresentação. Escolha pelo que você consegue auditar.
O que avaliar antes de assinar
- Profundidade técnica real: peça exemplos de arquitetura, padrão de teste e como eles tratam incidente em produção. Promessa sem método não é critério.
- Visão de negócio: o time entende prioridade, custo e impacto, ou só executa backlog?
- Dono da entrega: quem responde quando o prazo aperta? Nome e papel precisam estar na proposta.
- Código e propriedade intelectual: o repositório, os acessos e a propriedade intelectual da solução desenvolvida para o projeto ficam com a sua empresa? Isso precisa estar escrito.
- Ritmo: reunião, demo e status com data. Sem isso, você descobre o atraso tarde.
- Sustentação: quem cuida depois do go-live, por quanto tempo e com qual severidade.
Sinais de alerta
- Proposta com "tudo incluso" e premissa nenhuma.
- Comercial que aceita qualquer escopo sem discovery.
- Código invisível durante o desenvolvimento.
- Sem revisão, teste ou responsável por qualidade.
- SLA de minutos no site e nada no contrato.
Como conduzir o processo
- Escreva o resultado mínimo de sucesso em uma frase que a diretoria aceite.
- Faça um discovery curto antes de fechar preço de construção.
- Avalie o time pelo trabalho, não pelo deck.
- Comece por um recorte pequeno e mensurável.
- Contrato que descreve entrega, acessos e propriedade intelectual. Hora vendida sem recorte vira conta aberta.
Se o fornecedor recusa mostrar como trabalha, o risco já está no primeiro encontro.

